Mesa Completa - Por Solange Souza

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Vinhos da SemanaVinhos e etc • 19 de novembro de 2020

O Novo Chile

Participei do evento virtual do Movi (Movimiento dos Viñateros Independientes), em que os produtores mostraram um Novo Chile

O Movi (Movimiento dos Viñateros Independientes do Chile) reúne 33 produtores, que têm em comum a filosofia de produzir vinhos da forma mais tradicional possível, com interferências mínimas. Alguns deles são orgânicos e biodinâmicos e as produções são, em geral, pequenas.

Para esses produtores, “O Novo Chile” envolve desde mudanças na forma de vinificar variedades que sempre representaram o país, até o resgate de uvas como Carignan, País e Cinsault, passando ainda pela busca por novos terroirs. Tudo isso para obter vinhos frescos, autênticos e elegantes.

A cada dois anos, alguns desses produtores visitam o Brasil para promover seus vinhos. Já participei de alguns desses eventos, sempre com boas descobertas. A edição deste ano foi virtual e recebi em casa as garrafinhas com os 11 vinhos que faziam parte do flight “Os Clássicos Reinterpretados”. Veja alguns dos meus favoritos:

• Rukumila Mezcla 2013 – de produção orgânica, combina Cabernet Sauvignon (30%), Syrah (36%), Malbec (17%) e Cabernet Franc (15%).

• Nerikhue Quiebra Blend 2017 – do vale de Colchagua, mescla Cabernet Sauvignon (33%), Malbec (33%) e Petit Verdot (17%). Indicado para carnes e legumes na grelha.

• Acróbata Numero 4 – uma combinação de duas safras (2015 e 2016), este corte de Cabernet Sauvignon (60%), Carménère (30%) e Syrah (10%) me surpreendeu pela suculência e frescor.

• Vultur Gryphus Red Wine 2017 – também do vale de Colchagua, é um corte de Carménère (50%), Petit Verdot (30%) e Petite Syrah (20%), de produção limitada.

• Laura Hertwig Edición de Familia 2017 – veja abaixo

 

Vinhos Novo Chile
Por coincidência, alguns dias antes desta degustação, participei de um zoom organizado pela importadora Novo Chile, que tem em seu portfólio oito vinícolas com o perfil abordado acima: pequenos produtores artesanais, alguns deles localizados em regiões extremas, como a Patagônia chilena.

A importadora foi criada em 2016 pelo produtor David Giacomini, gaúcho que vive no Chile há mais de 40 anos, para exportar para o Brasil os seus próprios vinhos, produzidos em Casablanca em sua vinícola, La Recolta.

Provei o Trapi Hand Made 2017, um Pinot Noir delicioso produzido na Patagônia chilena. No momento está em falta na importadora, mas deve chegar em breve. R$ 210

O Laura Hartwig Edición de Familia 2017, produzido no vale de Colchagua, é um corte de Cabernet Sauvignon (44%), Malbec (38%), Petit Verdot (12%)  e Cabernet Franc (6%). Este vinho, que também fez parte dos “clássicos reinterpretados”, é estruturado, com bom frescor, ideal para acompanhar uma bela carne. R$243

Os vinhos da Novo Chile podem ser encontrados na DaGirafa.


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