Mesa Completa - Por Solange Souza

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Vinhos da SemanaVinhos e etc • 23 de janeiro de 2020

Casa Verrone

A Casa Verrone, vinícola de Itobi, no interior paulista, mostrou algumas novidades como este delicioso corte de Cabernets

Os rótulos mais premiados dos chamados Vinhos de Inverno do Sudeste do Brasil são os Syrahs, mas muitas vinícolas dessa região produzem outros tintos e brancos de uvas como Sauvignon Blanc e Viognier. Para quem não conhece o termo, os produtores dos Vinhos de Inverno (ou de dupla poda) fazem a colheita entre junho e julho, época da seca, ao contrário do que ocorre nos vinhedos do Sul do país, cuja colheita acontece entre fevereiro e março.

Desde que esses vinhos despontaram, eles têm chamado a atenção pela qualidade. Entre os produtores que adotam esta prática estão nomes como Maria Maria (MG), Guaspari (SP), Luiz Porto (MG) e Casa Verrone (SP).

Participei de um almoço na Brindisi com a presença do produtor Marcio Verrone e do enólogo chileno Cristian Sepulveda, que mostraram algumas novidades para um grupo de jornalistas. Nascido em São José do Rio Pardo, Marcio é engenheiro agrônomo e tem uma longa experiência em agricultura. Cristian, que está no Brasil há 20 anos, já trabalhou na Miolo e na Guaspari, e está desde o início no projeto da Verrone. Em 2009, foram plantadas as primeiras videiras (hoje, são 12 hectares de vinhedos) e há quatro anos os vinhos estão no mercado.

Provamos cinco vinhos, começando com o Casa Verrone Sauvignon Blanc 2018 (R$ 61), da linha de entrada da vinícola. Fresco, agradável, com uma leve doçura.

Um dos lançamentos, o Casa Verrone Espumante Natural Brut Sauvignon Blanc Sur Lie (R$ 116), é um vinho diferente, que não tem muito de espumante. Com certa salinidade no paladar, traz ainda os aromas da levedura e apresenta cor turva, principalmente quando fica mais próximo o fim da garrafa (fechada com tampa de cerveja).

Casa Verrone Colheita Especial Viognier 2018 (R$ 77) é um vinho gostoso, equilibrado e fresco. Viognier não está entre minhas uvas brancas favoritas, mas acredito que a boa dosagem da madeira neste caso (apenas 30% do vinho passou um ano por barricas de carvalho francês) favoreceu o frescor do vinho. A foto é do meu amigo jornalista José Maria Santana.

Casa Verrone Syrah Speciale 2018 (R$ 135) comprovou que esta é a uva com mais potencial na região. Suculento e bem gostoso, é um vinho bastante gastronômico.

Por fim, provamos o top da vinícola, Casa Verrone Gran Speciale Cabernet Sauvignon/Franc 2018 (R$ 198), um vinho que ainda está muito jovem, mas que eu já gostei bastante.

Na cidade de São Paulo, estes vinhos podem ser encontrados na Brindisi.

 


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