Mesa Completa - Por Solange Souza

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NovidadesVinhos e etc • 7 de junho de 2019

World Wine Experience

Com o tema Península Ibérica, a World Wine mostrou ótimas novidades de seu portfólio, como estes belos vinhos espanhóis

No evento que percorreu algumas capitais, incluindo São Paulo, a importadora World Wine reuniu vinhos de 17 produtores, com seis lançamentos, sendo que alguns deles devem chegar ao Brasil nos próximos dias. Participei de algumas degustações especiais, organizadas justamente para mostrar essas novidades, que comento a seguir.

Garmón Continental 2016 – Ribera del Duero, Espanha: a primeira safra desse projeto da família García Montana (que dá origem ao nome), com vinhedos de vinhas velhas, foi a de 2014. O patriarca, Mariano García, trabalhou durante 30 anos na Vega Sicilia e criou a vinícola com os filhos, Eduardo e Alberto. Adorei este vinho, 100% Tinto Fino (Tempranillo), elegante, carnudo, com bom frescor. Com os anos, deve ficar um espetáculo.

• AAlto 2016 e AAlto PS 2016 – Ribera del Duero, Espanha: o mesmo Mariano García fundou esta vinícola com Javier Zaccagnini. Os vinhos são feitos com a uva Tinto Fino (Tempranillo) de vinhedos de diferentes altitudes, o que dá maior complexidade. O nome presta homenagem ao arquiteto finlandês Alvar Aalto (1898-1976), fazendo um paralelo com as duas artes. O PS (pago selecionado) não é produzido todos os anos. São vinhos que devem envelhecer com muita elegância.

Quinta da Calçada – Vinhos Verdes, Portugal: sou fã de Vinhos Verdes e acho que combinam bastante com a nossa cozinha. Gostei muito dos vinhos deste produtor, que acaba de entrar no portfólio da World Wine. Entre os meus favoritos, o Portal da Calçada Vinho Verde Rosé 2018, feito com a uva tinta Vinhão (R$ 96) e o Quinta da Calçada Vinho Verde Terroir Alvarinho 2017 (R$143).

• Herdade do Rocim – Alentejo, Portugal: já visitei esta vinícola, que tem um projeto arquitetônico belíssimo, além fazer de ótimos vinhos de diferentes estilos e faixas de preço. Desta vez, conheci (e amei!) os vinhos de ânfora, apresentados pelo enólogo Pedro Ribeiro, que comentou “tratar-se de uma moda de mais de 2 mil anos”, referindo-se ao sucesso desses vinhos. Meu favorito foi o Herdade do Rocim Amphora Branco 2017 (R$ 238), um vinho mineral, delicioso e muito longo na boca.

• Barbadilho – Jerez, Espanha: fundada em 1821, em Sanlúcar de Barrameda, a Bodegas Barbadillo produz várias linhas de Jerez. Provamos o Fino, o Manzanilla, o Oloroso e o Pedro Ximénez (doce). Jerez é um vinho que você ama ou odeia, principalmente no caso dos secos. Eu amo! Para acompanhar itens da charcutaria, como presunto cru, o Fino e o Manzanilla são imbatíveis. O Oloroso é mais potente e aparecem notas adocicadas nos aromas, assim como frutas secas, mas na boca é seco. É indicado para acompanhar queijos potentes. O Pedro Ximénez é doce e untuoso. Estes vinhos devem chegar em breve ao Brasil.


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