Mesa Completa - Por Solange Souza

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ExperiênciasVinhos e etc • 13 de novembro de 2020

Diferentes estilos

Conduzida de Portugal, a prova de vinhos da José Maria da Fonseca revelou os diferentes estilos da vinícola de quase dois séculos

Em atividade desde 1834, a José Maria da Fonseca é hoje o mais antigo produtor de vinho de mesa e de Moscatel de Setúbal em Portugal. Um dos rótulos do seu portfólio é o Periquita, bastante conhecido no Brasil, com branco, rosé e tintos. A história da marca remonta ao ano de 1840, quando o fundador da vinícola, José Maria da Fonseca, comprou a propriedade Cova da Periquita e plantou as primeiras uvas tintas Castelão. O Periquita foi o primeiro vinho engarrafado de Portugal.

Em uma degustação que combinou o presencial e o virtual, provei 11 vinhos de diferentes estilos e revi muitos dos meus amigos do setor. Nos reunimos no Bardega, em São Paulo, em um evento coordenado pela CH2A, da Alessandra Casolato, e comandado pela sommèliere Gabriela Bigarelli. O enólogo Domingos Soares Franco, que completou sua 40ª vindima, e o presidente da JMF, Antônio Soares Franco, parte da nova geração, fizeram a apresentação da vinícola e dos vinhos. 

Veja alguns dos meus favoritos:

José Maria da Fonseca Albis Branco 2017 – produzido na Península de Setúbal, combina as uvas Moscatel de Setúbal e Arinto. Seco, frutado, com acidez equilibrada, deve ficar uma delícia com peixes e frutos do mar de sabor delicado. R$ 110 (Decanter)

Periquita Rosé 2019 – corte de Castelão (84%), Aragonês (12%) e Touriga Nacional (4%), é frutado e bem agradável. Ideal para aperitivos e mariscos. R$ 81 (TodoVino)

Periquita Reserva 2017 – este vinho combina as uvas Castelão (56%), Touriga Nacional (22%) e Touriga Francesa 22%). Com taninos bem marcados e boa acidez, deve ganhar com alguns anos de guarda. No momento, é um vinho que pede comida, como carnes gordas grelhadas ou massas com molhos substanciosos. R$ 149 (TodoVino)

José de Sousa Mayor 2015 – situada no Alentejo, esta vinícola tradicional foi adquirida pela JMF em 1986. Este é um delicioso vinho de talha (como são chamadas as ânforas em Portugal), com ótima acidez, taninos marcantes e bastante robusto, que precisa de um tempo na taça para se revelar. Em sua produção são usadas as uvas Grand Noir (58%), que só existe no Alentejo e estava esquecida, além de Trincadeira (30%) e Aragonês (12%). R$ 281 (Decanter)

José Maria da Fonseca Alambre 20 Anos DOC Moscatel de Setúbal – os aromas de casca de laranja e frutas secas, combinados com mel e outras tantos, já são por si deliciosos. Na boca, tem ótimo equilíbrio entre doçura e acidez, com um longo final. Os Moscatéis de Setúbal estão entre os meus vinhos doces favoritos. R$ 346 (Decanter)

Os preços foram tirados dos sites das importadores e podem variar.


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