Mesa Completa - Por Solange Souza

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ExperiênciasVinhos e etc • 6 de outubro de 2021

Movi Chile

Uma viagem à diversidade do Chile foi o tema do encontro virtual do Movi – Movimiento de Viñateros Independientes

Se você quer conhecer um lado diferente dos vinhos chilenos, precisa provar os que são produzidos pelos membros do Movi, movimento criado em 2009 que reúne hoje 39 produtores que têm em comum um estilo de produção artesanal, com quantidades limitadas. A cada dois anos, alguns desses produtores mostram o que têm feito de novo. Nesta edição, que foi virtual, o tema foi a diversidade, com uvas menos comuns no Chile e vinhos diferentes.

O zoom foi coordenado pela Fernanda Fonseca e teve a apresentação a cargo de Angela Mochi, brasileira que se mudou com o marido para o Chile para produzir seus vinhos (Attilio & Mochi), e Sergio Avendaño, da Viña Trabun, presidente do Movi.

Provamos oito vinhos, que chegaram nas garrafinhas da foto da abertura:

Vultur Toromiro Sémillon 2018 – fermentado em barrica, é frutado, com boa estrutura. É um vinho interessante, mas prefiro a Sémillon em corte com a Sauvignon Blanc, como é tradicional no Bordeaux branco, o que deixa o vinho mais fresco. Sem importador no Brasil.

Callma Vinum Lunae Chardonnay 2018 – com notas de mel e de frutas cítricas, tem bom corpo, frescor muito agradável e um longo final. Foi um dos meus favoritos, mas infelizmente não está disponível no Brasil.

Erasmo Rosé 2019 – de produção orgânica, este rosé de Mourvèdre é bem frutado, lembrando morangos.  Ideal para acompanhar aperitivos. Vinhos Novo Chile

Attilio & Mochi Amber 2019 – feito com as uvas brancas Sauvignon Blanc, Viognier e Roussanne, é um vinho laranja mas sem os traços oxidativos, o que pode tornar o vinho mais acessível para algumas pessoas. Edega

Laura Hertwig Laluca Malbec 2019 – um vinho jovem, sem passagem por madeira, frutado, fresco e bem gostoso. Pode ser servido refrescado e deve fazer um bom par com itens da charcutaria. E ainda tem um preço legal (R$ 104,00). Vinhos Novo Chile

Trabun Soloist Côt 2018 – Côt é o nome da Malbec na sua origem francesa. Bem diferente do anterior, com fruta madura e mais estrutura. La Charbonnade

Gilmore Aglianico del Maule 2018 – produzido com uvas de vinhedos não irrigados (secano), com a uva italiana Aglianico, traz bastante frescor e boa estrutura tânica, pedindo comida. Sem importador no Brasil.

Flaherty Tempranillo 2018 – aqui o uso de barricas americanas aparece logo nos aromas, com notas de coco. Na boca, é um vinho agradável e gastronômico. Growing

Movi no Brasil
Angela Mocchi contou ainda que o Movi acaba de criar um site e mídias sociais especialmente para o Brasil: “A partir de agora, o Movi aterrisa no Brasil, promovendo, inclusive, degustações para o consumidor final”. Com a participação de produtores do Chile e envio de amostras com os vinhos, as degustações serão feitas para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, inicialmente. Tudo isso você pode conferir no site do Movi.


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