Mesa Completa - Por Solange Souza

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ExperiênciasVinhos e etc • 18 de julho de 2022

Chilenos orgânicos

Maior vinícola orgânica do mundo em extensão de vinhedos, a chilena Emiliana acaba de lançar a safra 2017 do Gê, seu vinho top

A primeira safra do Gê (o nome significa terra em grego) foi a 2003 e, segundo os produtores, este vinho “é a máxima expressão da agricultura orgânica e biodinâmica na Emiliana”. O lançamento da safra 2017 aconteceu durante um delicioso jantar no restaurante A Figueira Rubaiyat, promovido pela importadora La Pastina, e contou com a presença da enóloga Noelia Orts e de Juliana La Pastina, presidente do grupo, que inclui a importadora World Wine e a Enosteria Vino e Cucina.

Desde a primeira safra, o Gê foi elaborado com as uvas Syrah, Cabernet Sauvignon e Carménère das melhores parcelas do vinhedo Los Robles, no vale de Colchagua, o primeiro a receber a certificação orgânica em 2001.  O Gê 2017 (R$ 930) tem bom equilíbrio entre fruta e madeira, um vinho elegante e puro (recebeu 98 pontos de James Suckling e 95 pontos de Tim Atkin). Provamos também a safra 2016 (R$ 790 no site da importadora).

Durante o evento, foram servidos os seguintes vinhos:
 
 
Tais Pinot Noir Rosé 2021 (R$ 138) – clarinho, muito agradável, bem seco (prefiro) e fresco, é ótimo para aperitivos.
 
Signos de Origen Blanco “La Vinilla” 2021 (R$ 203) – um corte de Chardonnay, Marsanne, Roussanne e Viognier, saboroso e com boa estrutura, que foi muito bem com o palmito pupunha assado, servido com coalhada fresca (delícia de prato).
 
Signos de Origen Pinot Noir 2020 (R$ 203) – um vinho fácil de gostar, que ficou ótimo com o risoto de funghi.
 
A enóloga Noelia Orts nos vinhedos orgânicos da Emiliana
 
Produção orgânica e biodinâmica
Em 1998, um dos proprietários da vinícola Emiliana se encantou com a agricultura orgânica, que conheceu em suas viagens, e convenceu seus outros sócios que era possível produzir vinhos adotando esta linha e utilizando ainda os princípios da biodinâmica. Com a ajuda do enólogo Álvaro Espinoza implantaram o sistema e o primeiro vinhedo orgânico certificado foi o Los Robles, em 2001, como mencionado acima. A Emiliana foi a primeira vinícola a obter o certificado orgânico e biodinâmico da América Latina e hoje é considerada a maior do mundo em vinhedos orgânicos. Desde 2019, os vinhos da Emiliana são também veganos.
 
 
Homenagem a Celso La Pastina
A Emiliana lançou um vinho em homenagem ao empresário Celso La Pastina (falecido em agosto de 2020), um apaixonado por vinhos, que fez um trabalho brilhante para este setor e para a gastronomia. Produzido com a uva Carignan de vinhas centenárias no vale do Maule, chega com exclusividade para o marcado brasileiro em edição limitada (R$ 330).
 
Nas palavras de Noelia Orts, “Uma joia resgatada da região do Maule, a região vitivinícola mais antiga do Chile, que transmite exclusividade e grande destaque de origem. Assim como o querido Celso, com seu caráter único e distinto, essa edição limitada reflete a identidade de um homem que foi visionário e que acreditou em um mundo mais orgânico”.
 
 
Abrimos o vinho para um almoço de domingo, quando meu marido e eu preparamos um estrogonofe de estilo bem tradicional. Frutado, suculento e com bom frescor, o Carignan fez uma ótima combinação com o prato. Este vinho deve ir muito bem ainda com carnes grelhadas, pratos com cordeiro e itens da charcutaria.
 
A última vez que encontramos com nosso querido amigo Celso La Pastina foi em Paris, em fevereiro de 2020, por ocasião da Wine Paris, provavelmente a última feira de vinhos antes da pandemia. Tomamos o Carignan nos lembrando desse encontro.
 

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