O lançamento da nova vinícola do Grupo Góes aconteceu no restaurante Dalva & Dito, do chef Alex Atala, em clima de festa. Fui recebida com uma taça de Sauvignon Blanc, com a garrafa ainda sem rótulo. Fresco, com bastante tipicidade, o vinho caiu muito bem. Este Sauvignon, que faz parte da linha Thésis, é produzido com uvas de Itobi e de São Roque como me contou um pouco depois o jovem enólogo João Góes, da quinta geração da família. Em breve deve chegar ao mercado.
A vinícola tem um nascimento peculiar, uma vez que primeiro nasceu um vinho, o Philosophia Cabernet Franc, que vem acumulando prêmios desde então. Elaborados com uvas de diferentes terroirs (Divinolândia, Itobi, sul de Minas Gerais e São Roque) e com estilos específicos de produção – concreto, foudre (tonéis), etc – a linha inclui o Philosophia Cabernet Franc, Philosophia Syrah Foudre, Philosophia Reserva de Família, Concreto Cabernet Franc & Syrah, Maestria Chardonnay, Fortificado Gumercindo, Lotes de Coleção (com quatro varietais: Verdelho, Petit Verdot, Touriga Nacional e Tempranillo) e a linha Thésis (novidade que reúne os varietais de Sauvignon Blanc, Cabernet Franc Rosé, Malbec e Syrah).
O Syrah e o Cabernet Franc foram muito bem com o picadinho
Provamos o Maestria Chardonnay 2024 (R$ 180,00), que acredito precisar de um pouco mais de tempo para se revelar, o Concreto Cabernet Franc & Syrah 2024 (R$ 160,00), vinho fácil de gostar e que pode ser tomado sozinho, o Philosophia Syrah Foudre 2021 (R$ 270,00) e o Philosophia Cabernet Franc 2022 (R$ 235,00), vinhos bastante gastronômicos que acompanharam muito bem o picadinho do Dalva & Dito.
Vinhos de São Roque (e de outras regiões menos tradicionais) ainda enfrentam algum preconceito? A contar pelo número de jornalistas e profissionais do vinho que prestigiaram o evento, não. Aliás, na sua fala de apresentação, Cláudio Góes, CEO do grupo, comentou que às cegas muitos de seus vinhos são premiados: “Teremos que viver às cegas?”, brincou.



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