Mesa Completa - Por Solange Souza

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    ExperiênciasGastronomia • 28 de abril de 2026

    O Copan é hype

    Há muitos lugares gostosos no edifício Copan, como o Cuia da chef Bel Coelho, com boa comida e preços acessíveis 

    Sábado de sol, mesinhas na calçada e gente feliz disputando lugares nos vários restaurantes no Copan, edifício projetado por Oscar Niemeyer, que é um dos cartões postais da capital paulista. O Cuia (foto de abertura), da chef Bel Coelho, foi o escolhido por mim e minha filha, Carol (como é bom fazer programas com ela!). O restaurante fica grudado na livraria Megafauna, que também vale a visita. Pedimos duas entradinhas: tempurá de lula na tapioca e ponzu de caju, super crocante, e pasteizinhos de queijo canastra, que fez um contraste delicioso com a cebola caramelizada e o molho picante de jabuticaba.

    Para acompanhar, fui de Jorge Amado, um drinque refrescante feito com cachaça Gabriela, que tem um toque de canela, maracujá e limão. Carol, mais ajuizada que a mãe, optou por um suco de grumixama, aquela frutinha que lembra a jabuticaba mas com um sabor totalmente diferente.

    Baião de dois, feito com feijão manteiguinha e servido com farofa e picles

    Como prato principal, escolhi o baião de dois feito com feijão manteiguinha, pimenta de cheiro, abóbora, linguiça e pedacinhos de queijo coalho, que estava o máximo. Carol pediu o risoto de paio com favas verdes, servido numa folha de couve, que tinha sabor mais intenso. Não tivemos espaço para a sobremesa, mas tomamos um café coado que foi puro conforto.

    Nu Cine Copan, ambiente amplo e rústico

    De lá seguimos para o nosso programa principal, a peça Hamlet, Sonhos que Virão, com o ator Gabriel Leone (que fez a série Senna e participou do filme Agente Secreto), apresentada no espaço Nu Cine Copan, que ficou fechado por décadas e agora reabre com um clima de ruínas, bastante interessante. O Nu do nome refere-se ao Nubank, o patrocinador.  

    Outras opções interessantes no Copan:

    Bar da Dona Onça – comandado pela da chef Janaina Torres, foi o precursor nesse edifício e faz sucesso há quase 20 anos, com foco na cozinha brasileira.

    Brisa do Baru – espaço minúsculo, aumentado por algumas mesinhas na parte de fora, onde são servidos peixes e frutos do mar. Mais autoral que o Barú Marisquería (que eu amo!), do chef colombiano Dagoberto Torres.

    Paloma – restaurante, bar de vinhos e loja. Um lugar simpático para tomar umas tacinhas e petiscar com amigos.


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