Não dá para falar de festas de fim de ano sem mencionar o espumante, o vinho do brinde. Seja qual for a sua escolha – champanhe, crémant, cava, prosecco ou um bom espumante brasileiro – o importante é celebrar.
No caso dos brancos, o ideal é servir num crescente: os mais leves e frescos (Sauvignon Blanc, Chardonnay sem madeira, Pinot Grigio) com os aperitivos e entradinhas e os mais estruturados (Encruzado, brancos da Bairrada, Borgonha ou Chardonnay com madeira moderada) com pratos como massas com molhos cremosos, carne de porco, peixes e frutos do mar. Bordeaux branco é bastante versátil, enquanto vinhos de Chenin Blanc e de Riesling vão muito bem com os pratos agridoces feitos com carne branca, muito comuns nas ceias de Natal e Ano-Novo.
Há alguns pratos (e muitas pessoas) que pedem tintos. Neste caso, prefiro os menos alcoólicos e sirvo levemente refrescados. Pinot Noir e Nebbiolo vão muito bem com aves assadas; vinhos do Rhône são ótimos para carnes bovina e de cordeiro.
Se você optar pelo bacalhau, o ideal é ter as duas opções. Há os que preferem com branco e os que gostam com tinto. Nem preciso dizer que sou do primeiro time.
Os rosés estão em alta e podem ser uma boa escolha para acompanhar aperitivos e pratos com frutos do mar. Mas se você não quer complicar muito, melhor deixá-los para outras ocasiões.
Panetone grelhado com vinho do Porto, uma delícia!
Para terminar, você pode servir um vinho doce (amo Moscatel de Setúbal e vinho Madeira) com uma seleção de queijos (há excelentes queijos brasileiros) ou com sobremesas à base de frutas. Panetone grelhado fica uma delícia com vinho do Porto.
O importante é servir o vinho sempre na companhia da comida e com moderação. Na mesa, tenha água sempre disponível para ajudar a diminuir o álcool.



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