O Danúbio secou em alguns trechos, o que quase impediu nossa viagem, programada para começar em Vilshofen, na Alemanha, e terminar em Budapeste, na Hungria. A última etapa foi prejudicada, mas a viagem toda valeu muito a pena. Não sou de cruzeiros e prefiro ficar livre para explorar os lugares, mas esta experiência na AmaWaterways foi surpreendente. O navio era bastante confortável, com uma cabine de ótimo tamanho e uma varandinha (escolhemos o nível intermediário), de onde a gente podia ver paisagens lindas. Foram sete noites a bordo do AmaMora, com toda a mordomia possível.
Vale de Wachau, um dos trechos mais lindos da viagem
Quando o navio atracava, existia a possibilidade de fazer alguns passeios guiados, com diferentes níveis de dificuldade (incluindo passeios com bikes) ou explorar o lugar por conta própria. Até fizemos alguns passeios guiados, mas gostamos mais de caminhar por nossa conta. Um exemplo do que vimos é a foto que abre este post, o charmoso vilarejo de Dürstein, no vale de Wachau, na Áustria, um dos pontos altos da viagem. Depois, passamos por Viena, que deixou na gente um desejo grande de voltar e ficar mais tempo. Navegando em direção à Bratislava, a capital da Eslováquia, vimos casinhas de madeira usadas pelos locais para fim de semana.
Crudo de atum com geleia de pimenta e abacate, em Bratislava
Chegando em Bratislava, decidimos almoçar em um dos restaurantes à beira do rio, com uma boa cerveja local. Gente bonita, arquitetura interessante e boas caminhadas completaram nossa rápida passagem por lá.
Mangalica, saborosa carne de porco local, no restaurante Menza
O último trecho da viagem fizemos de ônibus, uma pena, mas chegar em Budapeste, na Hungria, foi bastante impactante. Uma cidade pulsante, com muitas opções culturais, bares (os chamados Ruin bars, em Peste, que ocupam edifícios abandonados, são imperdíveis) e restaurantes ótimos. Acabei encontrando, sem querer, uma exposição do fotógrafo húngaro Robert Capa (1913-1954), conhecido pelo trabalho fantástico na cobertura de várias guerras. Foi lindo ver muitas de suas fotos, incluindo a fase “The Bright Side of Life”, quando ele fotografou artistas famosos, como Picasso. Budapeste foi outro lugar onde teríamos ficado mais tempo.
AmaMora: capacidade para cerca de 150 passageiros
Para os que costumam enjoar em barcos e navios, a boa notícia é que não balança. Além disso, rios transmitem muita calma o que já é um convite para relaxar (e como disse uma inglesa que conheci na viagem: uma semana sem cozinhar e sem lavar louça, já é uma maravilha). A ausência de frescuras, a comida deliciosa, com ingredientes sempre muito frescos, pães excelentes e muitas opções em todas as refeições, além da equipe super eficiente, foram alguns dos pontos positivos da experiência.






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