Eleita a melhor cidade do mundo para se viver (desde que se tenha renda para isso), Copenhagen inspira a ter mais equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal (até as lojas de departamento fecham às 18h), a cuidar do lugar onde moramos (veja o conceito de Hygge, abaixo), a valorizar a forma das coisas (o design é um dos pontos fortes).
Minha filha, Carol, e eu passamos seis dias em Copenhagen em pleno verão, numa viagem muito enriquecedora. Nos divertimos demais no Tivoli, um dos parques de diversões mais antigos do mundo, passamos um tempão contemplando as flores (cada uma mais diferente que a outra) e a vegetação dos belíssimos parques da cidade e tivemos longas conversas que não conseguimos ter na correria do dia a dia, em São Paulo.
Alguns destaques de Copenhagen:
– a gastronomia é realmente incrível e uma das preparações típicas é o Smørrebrød, um sanduíche aberto feito com pão integral, em geral com grãos, que recebe diferentes coberturas. Os doces são excelentes e você pode se deliciar com alguns deles na La Glace, a mais antiga confeitaria da Dinamarca, fundada em 1870.
– para um giro por algumas das especialidades locais, a dica é Torvelallerne, uma feira que reúne vários pequenos quiosques, com muitas preparações típicas, produtos frescos de mercado e bebidas.
– o design é outro destaque e visitar o Design Museum Denmark é um belíssimo programa se você, como eu, ama o assunto (veja abaixo alguns designers tradicionais).
– Nyhavn, um dos cartões-postais da cidade, é famoso pelas construções coloridas e pelos vários bares, restaurantes e sorveterias. Foto que abre o post.
– o Tivoli Gardens é pura magia, a começar pelo tamanho (não é enorme). Os brinquedos são lúdicos e os jardins, maravilhosos. Dá para passar horas deliciosas por lá e a sensação é de alegria plena.
– os parques são muito bonitos, tranquilos e bem cuidados. Destaque para o King’s Garden e o Botanical Garden, um dos nossos lugares favoritos.
– um passeio de barco pelos canais é outro programa imperdível e escolhemos a Hey Captain. Nosso comandante era muito simpático e sempre tinha coisas interessantes para falar em cada ponto da cidade.
– a Royal Danish Library combina tradição e modernidade. O edifício principal, muito impactante, é conhecido como The Black Diamond.
– caminhar pelo Nordhavn, um bairro moderno que foi revitalizado em uma antiga zona portuária e industrial, com uma bela arquitetura e canais onde os locais costumam nadar, mesmo que o dia e a temperatura não sejam nada convidativos.
Alguns nomes de designers dinamarqueses:
– Georg Jensen fundou sua empresa em 1904 e foi pioneiro em utilizar diferentes designers para criar suas peças, que incluem talheres, utensílios domésticos, além de joias e relógios, o que continua até hoje.
– Bodum, criada em 1944 por Peter Bodum, reúne peças como chaleiras e cafeteiras, sendo uma das mais conhecidas a prensa francesa. Os produtos, que incluem bowls, copos e até panelas, combinam o clássico e o moderno.
– Eva Solo, criada há mais de 100 anos, leva a arte até os mais simples utensílios de cozinha, mostrando que é possível ter senso estético em tudo. Entre os itens mais famosos da marca estão as garrafas de design diferenciado.
Hygge – uma forma de viver bem
Um conceito interessante, usado também na Noruega, é o Hygge (a pronúncia seria algo como riuga), que tem a ver com a sensação de aconchego e de simplicidade. Luzes indiretas, velas, uma xícara de chá, um bom livro; tudo o que a gente sonha, mas raramente faz. Comprei um livro que recomendo como fonte inspiradora: The Little Book of Hygge – The Danish Way to Live Well (Meik Wiking) e confesso que tenho me dedicado a ter esses momentos relaxantes. Faz um bem enorme!







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