Mesa Completa - Por Solange Souza

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ExperiênciasGastronomia • 9 de novembro de 2015

Tatiana Bassi

Com muito pique, a empresária comanda os negócios da família e se diverte no ciclismo de longa distância, que acabou virando business

Tatiana Bassi em sua bike

Filha do lendário Marcos Bassi, falecido em 2013, Tatiana dá sequência ao trabalho do pai ao lado da irmã, Fabiana (à esquerda na foto abaixo), e da mãe, Rosa. Além do Templo da Carne, no bairro do Bixiga, a família acaba de inaugurar em parceria com investidores a Casa de Grelhados Marcos Bassi, também em São Paulo, onde aconteceu essa nossa conversa. Tatiana se divide entre os restaurantes e as empresas Route Bike e Route Tour, voltadas para o ciclismo de longa distância, que comanda com o marido, Claudio Cappellano. Em suas aventuras ciclísticas costuma passar por paisagens paradisíacas e aproveita para conhecer restaurantes.

Como você consegue dar conta dessa rotina?
Sou casada pela segunda vez e não tenho filhos. Meu marido tem muitas coisas em comum comigo, entre elas o esporte. A Route Bike, que existe há quatro anos, aconteceu por acaso. Nossos amigos se juntavam para fazer ciclismo de longa distância (100 km ou mais) e a gente acabava providenciando a estrutura. E virou um negócio. Temos motoristas especializados para fazer o apoio, com uma frota de cinco carros, equipe de primeiros socorros e tudo. E tem a Route Tour, que é a parte das viagens.

Desde quando você trabalha na empresa da família?
Estudei nos Estados Unidos e me formei na UCLA, em Los Angeles, em Administração e Marketing. Voltei para o Brasil em 2000 e fui trabalhar na empresa de amigos durante seis meses. Logo depois, comecei a trabalhar com bijuteria e joia, um negócio que hoje é administrado pela minha mãe. Sempre estive perto do meu pai, mas a partir de 2002 comecei efetivamente a trabalhar com ele.

Como você aplicou seus conhecimentos de marketing?
Meu pai não podia e nem sabia se promover. Ele sempre dizia: ‘eu sou um açougueiro’. E ele realmente era um açougueiro, mas se tornou um empresário por necessidade. E como um homem muito inteligente que era, conseguiu deixar esse legado que estamos aproveitando hoje, nós e os clientes. Sempre achei que ele era um personagem, que ia além das carnes, e desde o início comecei a trabalhar a imagem dele.

Como é hoje sua relação com os negócios?
Existe uma idolatria (em relação ao pai). Tudo o que o cara fez, fazia, eu queria fazer igual. E é uma receita que deu certo. Eu não sou ele, mas concordo com o que ele fazia, então, eu tento replicar. Até as coisas que ele fazia e que me irritava, como chamar a atenção de um garçom para um guardanapo fora do lugar enquanto estava comigo na mesa, eu faço igual (risos).

E a Casa de Grelhados Marcos Bassi?
Já era um projeto do meu pai, abrir um lugar de preço mais acessível. Essa nova casa foi inspirada em um fast food que a família tinha nos anos 1990.

Qual o seu destino favorito de viagem?
Itália, mais especificamente as Dolomitas.

Qual seu corte de carne favorito?
Fraldinha, servida com uma salada juliana. Como carne quase todos os dias, mas gosto muito de massas também.

Fabiana-Rosa-Tatiana - Familia Bassi


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