Mesa Completa - Por Solange Souza

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Colunistas • 18 de maio de 2017

Cachorro-quente do Parque

Sabores da vida, a identidade como prova de momentos maravilhosos, e a história de um cachorro-quente – chef Carlos Ribeiro

cachorroquente

Tive o privilégio de participar da VIII Semana de Gastronomia da UNIT e de ouvir uma história contada pela chef Adriana Hagenbeck, sergipana da gema, que durante sua infância frequentava regularmente o Parque, conhecido como Praça Teófilo Dantas, para comer um delicioso e diferente cachorro-quente à moda sergipana – ou melhor, à moda do Sr. João, isso em 1975.

O cachorro-quente tinha algumas peculiaridades como a carne moída em molho de tomates, que não ficava muito ensopado nem muito seco, e por cima era finalizado com alface cortada em tirinhas. E ainda tinha o atendimento do Sr. João, que não gostava de clientes que pediam para mudar a montagem, do tipo: “pode tirar a alface?”, daí ele colocava mais (adoro esse tipo de pedido, adoro o método do Sr. João). Outro detalhe era o pão, chamado de jacó, semelhante a uma baguete.

Adriana conta que era muito gulosa e nem pensava em tirar nada do recheio; o que ela pensava mesmo era no cachorro-quente: “Eu só chegava na barraca por causa desse lanche tão gostoso; e ainda tinha uma pipoca de um corante vermelho que ele fazia quando queria, que era um must do momento. Essas guloseimas de tamanha simplicidade feitas por aquele senhor com tanto amor, foi o que acabou me levando para a cozinha, alguns anos depois”, conta ela, que abriu o Mãe Preta, um restaurante que funcionou por 18 anos.

Adriana ainda passou pelas artes plásticas, mas como ela mesma diz: “troquei os pincéis pela colher de pau”. Em seguida, fez o curso de gastronomia na UNIT e hoje tem o Café da Gente, onde o Cachorro-Quente do Parque é servido em pão francês. Confesso que fiquei bastante feliz ao ouvir essa história da cozinha e aprender a fazer o cachorro-quente.

cafedagente

A coluna de hoje dedico à chef Adriana Hagenbeck , aos meus amigos professores e alunos do curso de gastronomia da UNIT, em Aracaju, às professores Kátia Viana Augusto, coordenadora do curso, Thais Ribeiro, Guilherme Borduqui e Fernanda Fernandes, além da Mãe Preta, Maria Célia Araújo Santos, que criou e ensinou Adriana a cozinhar e foi sua sócia no restaurante de mesmo nome, durante 18 anos.

Cachorro-Quente do Parque

Ingredientes

  • 200 g de batata inglesa cortada em cubinhos (cozidas com água e sal ao dente)
  • 100 g de cebola picada
  • 200 g de tomates picados
  • 2 dentes de alho picados
  • azeite de oliva
  • 500 g de carne moída
  • 2 folhas de louro
  • coentro a gosto
  • cebolinha a gosto
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 2 colheres (chá) de cominho moído
  • azeite a gosto
  • 1 copo americano de molho de tomate
  • 1 maço de alface crespa cortada em tirinhas para finalizar
  • 12 pães franceses cortados ao meio

1. Numa panela grande, coloque o azeite, a cebola, o alho e refogue em fogo alto ligeiramente, mexendo sempre. Em seguida, coloque a carne moída, a pimenta, o cominho, o louro e misture bem. Junte o coentro e a cebolinha, misture bem e depois, adicione o molho de tomate. Tempere com sal e pimenta a gosto, misture bem e adicione dois copos americanos de água.
2. Assim que ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 20 minutos. Destampe a panela e verifique os temperos, em especial o sal. Deixe secar um pouco mais – tem que ficar molhadinho, mas com pouco caldo. Por último, acrescente as batatinhas e deixe levantar fervura. Para a montagem, é só abrir o pão, colocar a carne moída e finalizar com alface por cima.

Café da Gente – Gastronomia e Arte
Av. Ivo do Prado, 398 – Aracaju, Sergipe
(79) 3246-3186

Unit – Universidade Tiradentes
Curso de Gastronomia
Av. Murilo Dantas, 300 – Farolândia – Aracaju, Sergipe
(79) 32182189 Ramal 2298

carlosribeiro
Na Cozinha Restaurante e Escola de Culinária
Rua Haddock Lobo, 955 – Jardins

Telefones: (11) 3063-5377 e 3063-5374


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